
Macumbeira
Grazzi Brasil
Orgulho e resistência afro-brasileira em “Macumbeira”
A música “Macumbeira”, de Grazzi Brasil, confronta abertamente o preconceito contra religiões de matriz africana, especialmente o uso pejorativo do termo “macumbeira”. Logo no início, a artista destaca que a busca por espiritualidade é universal, ao afirmar: “Eu também leio o livro sagrado / Versículos e salmos encontro a paz”. Com isso, mostra que a paz interior pode ser encontrada em diferentes tradições religiosas, não sendo privilégio de uma só fé.
A letra reforça a importância do respeito à diversidade religiosa em versos como: “Respeito as crenças, os credos, as religiões / Todos os brasões que levam a Deus”, e ainda reconhece o direito de quem não acredita: “E a livre razão de quem é Ateu”. O refrão, “Mas eu sou macumbeira, eu sou / Eu sou mandingueira, eu sou”, assume com orgulho a identidade afro-brasileira, valorizando práticas como o xirê e o conga, elementos centrais do candomblé e da umbanda. O contexto do álbum, que homenageia a cultura negra e o samba dos anos 80, reforça a proposta de ressignificar “macumbeira” como símbolo de resistência, ancestralidade e conexão com a natureza: “Da água, do fogo, da terra e do ar”. Assim, Grazzi Brasil celebra as tradições afro-brasileiras e propõe um olhar mais inclusivo e respeitoso sobre a diversidade espiritual no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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