
Rimmel
Francesco De Gregori
Máscaras e memórias no fim do amor em “Rimmel”
Em “Rimmel”, Francesco De Gregori utiliza o cosmético do título como símbolo das máscaras e ilusões presentes nos relacionamentos. O rímel, usado para destacar os olhos, representa a tentativa de esconder a dor e apagar marcas do passado, especialmente após o término de seu noivado com Patrizia. Isso fica claro em versos como “cancello il tuo nome dalla mia facciata” (apago seu nome da minha fachada), que expressam o desejo de eliminar vestígios da relação e seguir em frente.
A letra aborda a confusão emocional do fim de um amor, misturando justificativas e culpas, como em “confondo i miei alibi e le tue ragioni” (confundo meus álibis e suas razões). De Gregori também questiona as certezas sobre o futuro amoroso ao dizer “Chi mi ha fatto le carte mi ha chiamato vincente ma lo zingaro è un trucco” (Quem leu minhas cartas me chamou de vencedor, mas o cigano é um truque), sugerindo que previsões e promessas são ilusórias. A menção aos “quattro assi, di un colore solo” (quatro ases, de um só naipe) reforça a ideia de que, mesmo com boas chances, o amor é incerto e pode mudar de rumo, transformando-se até em amizade. O tom melancólico da música se intensifica com lembranças de momentos simples, como a foto em que ela “sorridevi e non guardavi” (você sorria e não olhava), mostrando que, no fim, restam apenas fragmentos de memória e a aceitação de que cada um segue seu caminho, levando consigo pequenas partes do outro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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