
Os Homens de Preto
Grupo Caverá
Relação entre destino e indiferença em “Os Homens de Preto”
A música “Os Homens de Preto”, do Grupo Caverá, expõe de forma direta a indiferença dos tropeiros diante do destino dos bois conduzidos ao abate. A cena dos homens “cantando dando gargalhada” enquanto levam os animais para a morte destaca o contraste entre a alegria dos peões e a inocência dos bois, que “não pensa nem nada”. Essa oposição serve como crítica à naturalização da violência e do sofrimento animal no cotidiano rural do Rio Grande do Sul. A expressão “os homens de preto” faz referência aos peões com suas capas de lã, uma imagem observada por Paulo Ruschel em uma exposição agropecuária, tornando esses homens símbolos de um destino inevitável imposto aos animais.
A repetição de “Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez” traz uma reflexão amarga sobre o papel divino na criação e no destino dos seres vivos, questionando se o sofrimento dos animais é parte de uma ordem natural. A letra também mostra a resignação do gado, que “nasceu foi marcado / aí vai condenado direito à charqueada”, indicando que a vida e a morte desses animais já estão definidas desde o nascimento. O tom repetitivo e direto da música reforça a ideia de um ciclo inevitável, enquanto critica a falta de empatia dos homens, que seguem “malvados quebrando e gritando” enquanto o gado “manda a poeira pro rumo de Deus”. Assim, a canção faz um retrato duro da relação entre homens, animais e destino, mantendo o vínculo com a tradição gaúcha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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