
Fio da Navalha
Guilherme Arantes
Tensões urbanas e sobrevivência em “Fio da Navalha”
“Fio da Navalha”, de Guilherme Arantes, retrata de forma direta a sensação de viver sob constante risco nas grandes cidades brasileiras dos anos 1980. Logo no início, o verso “No fio da navalha correm dois trens da central” usa a imagem dos trens para ilustrar vidas que seguem paralelas, mas que podem colidir a qualquer momento. O “fio da navalha” é a metáfora central da música, representando a linha tênue entre sobrevivência e tragédia, crime e lei, em um contexto marcado pela violência urbana e pela exclusão social.
A letra mostra que o perigo é uma realidade para todos, independentemente do envolvimento com o crime. O trecho “No fio da navalha / Também vive quem não tem rabo de palha” deixa claro que até quem não tem ligação direta com a criminalidade está exposto à mesma tensão. Já em “Bandido / Mocinho / É tudo farinha do mesmo saco”, a música questiona a divisão entre certo e errado, mostrando que, diante da brutalidade do cotidiano, todos acabam nivelados pela luta para sobreviver. O fato de a música ter sido tema de novela e abordar a violência urbana reforça seu caráter realista e crítico, tornando “Fio da Navalha” um retrato contundente da insegurança e da ambiguidade moral nas grandes cidades brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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