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Letra

    Bronzeada a tarde de março
    Fico figurando entre o pasto
    Mormaço de verão

    Lá estava indesejado
    Um ser de braço espinhado
    Com a força no pendão

    É esse semblante feio
    Ninguém lhe cruza no meio
    Pois na ponta se defende

    É peleador com seu jeito
    Se não lhe cortam direito
    Ele brota novamente

    O chamam de suja campo
    Mas mostra seu leve encanto
    No ladeirão de invernada

    Mesmo com corpo espinhento
    Traz a beleza no centro
    Em suas flores bem coradas

    Tem ares de ser discreto
    Mas ninguém o quer ter por perto
    Por ser aquilo que é

    Só o sangue frio da cruzeira
    Bufas de casirineheira
    Igualmente ao jacaré

    Morre com a terra bocada
    Na precisão da enxada
    Que lhe cortou sem sangrar

    Com um talho no pendão
    Vai findar seco no chão
    O sujo caraguatá

    Composição: Filipe Calvete Corso / Rafael Ferreira. Essa informação está errada? Nos avise.

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