
La Balilla
I Gufi
Ascensão frustrada e sátira social em “La Balilla”
Por trás do humor físico, “La Balilla” retrata uma comunidade que devora, sem pudor, o sonho de mobilidade de um ambulante. O Fiat 508 Balilla, ícone popular dos anos 1930, vira símbolo de status e autonomia que é canibalizado peça a peça — marca do cabaré mordaz de I Gufi. Cantada em dialeto lombardo, a história mostra como parentes, vizinhos e até a polícia corroem esse desejo de ascensão: cada um leva um pedaço e ninguém devolve nada. O carro, mais que um bem de consumo, encarna dignidade e independência; quando ele se desfaz, o projeto de vida do narrador se dissolve junto.
O narrador trabalha de motofurgão: “Cominci ai des or, finissi a mezz dì” (começo às dez horas, termino ao meio-dia), vende “lisciva, soda e savon” (lixívia, soda e sabão) e junta “ona pigna de cart de milla” (uma pilha de notas de mil liras) para comprar “ona balilla” (uma Balilla). A festa vira rapina doméstica: a prima “m’ha mangiaa anca la targa” (comeram até a placa); a tia de Gorgonzola “cont i gomm l’ha faa la cazzoeula” (com os pneus fez um cozido); Carletto faz um “vestì” (vestido) com a capota; os sobrinhos “mangiamm anca i vid” (comeram até os vidros). Um alemão engole o “còfen” (porta-malas), o “maresciall di carabinier” (sargento dos carabineiros) mastiga até as algemas. Ele vai à “questura” (delegacia) reclamar e volta para achar que “gh’è pù nanca i pedagn” (não tem mais nem os estribos). No fim, sobra só “el fumm del tubo de scappament” (a fumaça do escapamento).
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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