
Lá Vem a Zorra
Igor Kannário
Afirmação e resistência em “Lá Vem a Zorra” de Igor Kannário
Em “Lá Vem a Zorra”, Igor Kannário utiliza a expressão repetida do título para muito além de um convite à festa. "Zorra", uma gíria baiana, representa a energia vibrante do pagode e, principalmente, a força coletiva das comunidades periféricas de Salvador. A música transforma essa palavra em símbolo de orgulho e resistência, mostrando o povo do gueto chegando com intensidade, sem pedir licença e afirmando sua identidade.
A letra destaca a postura de não se submeter diante das dificuldades ou de figuras de autoridade. Isso fica claro no verso: “Eu não sou de baixar a cabeça pra ninguém, só pra Jesus Cristo e minha mãe”. Segundo o próprio Igor Kannário, essa frase resume a mensagem central da música: manter a dignidade e o respeito próprio, mesmo diante das adversidades. O trecho “Se vier tem, se vier tem” reforça a disposição de enfrentar qualquer desafio, enquanto “Pra alemão eu não baixo mesmo” faz referência à resistência contra opressores externos, sendo “alemão” uma gíria para policiais ou rivais em contextos de favela. Com um tom direto e popular, aliado à energia dos versos repetitivos, “Lá Vem a Zorra” se torna um hino de autoafirmação e celebração das raízes do gueto, inspirando o público a valorizar sua história e não se curvar diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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