
Alto Cutelo
Ildo Lobo
Migração e resistência em "Alto Cutelo" de Ildo Lobo
"Alto Cutelo", de Ildo Lobo, retrata de forma direta o drama da migração cabo-verdiana para Portugal, abordando tanto a luta pela sobrevivência quanto a saudade e o desejo de retorno. Logo no início, o verso “Na altu kutélu sinbron dja ka ten (dja seka)” usa a seca em Alto Cutelo como símbolo da escassez e do desespero que levam muitos a deixar Cabo Verde. O nome Alto Cutelo representa várias regiões do país onde a falta de recursos força famílias a venderem suas terras por “metadi di présu” (metade do preço) para tentar uma vida melhor em Lisboa.
A letra descreve o cotidiano difícil dos emigrantes, que enfrentam trabalhos pesados e mal pagos em empresas como CUF, Lisnave e J. Pimenta, citadas como exemplos de exploração. O trecho “Mon d'óbra baratu, barraka sen lus (kumida a présa)” destaca a precariedade das condições de vida, enquanto “Inda más nganadu ku se irmon branku” denuncia a desigualdade racial e a discriminação. Apesar das dificuldades, a música traz esperança e resistência, especialmente no refrão: “Ma un dia ku N vrá pa térra... É mi ki trabadja, térra i puder é pa mi”, que expressa o desejo de voltar e reconquistar a dignidade e o direito à terra natal. Assim, "Alto Cutelo" se torna um símbolo da resiliência e da identidade cabo-verdiana diante da adversidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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