
A Cidade Não Pára
Inocentes
Rotina opressora e crítica social em “A Cidade Não Pára”
Em “A Cidade Não Pára”, da banda Inocentes, a repetição do verso “A cidade não para” evidencia o ritmo acelerado das grandes cidades e a sensação de aprisionamento que esse ambiente impõe aos moradores. O trecho “Em cada rua um rosto, em cada rosto a mesma angústia” mostra como a individualidade se perde diante da rotina exaustiva, transformando as pessoas em partes de uma “máquina voraz”. Essa imagem da cidade como uma máquina reforça a crítica à desumanização e à falta de tempo para reflexão ou descanso, como fica claro em “Não há tempo pra pensar / Não há tempo pra sofrer”.
O contexto da música reflete a observação do crescimento desordenado das cidades e suas consequências sociais. Versos como “A cidade cresce para todos os lados / Devorando e engolindo todos os espaços” apresentam a expansão urbana como algo predatório, que sufoca e limita as pessoas, gerando uma sensação de claustrofobia e dúvidas existenciais, como em “Será que existe um lugar onde se vive em paz?”. A letra faz uma crítica direta à vida urbana acelerada, mostrando como o caos e a falta de pausa acabam moldando a identidade coletiva, a ponto de questionar se “o caos nos satisfaz”. O tom realista e crítico, típico do punk rock brasileiro, reforça a denúncia de uma sociedade que perdeu a capacidade de sonhar e de viver plenamente, sempre atropelada pela urgência e pelo excesso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Inocentes e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: