
Rotina
Inocentes
Crítica social e alienação em "Rotina" dos Inocentes
Em "Rotina", os Inocentes usam a repetição do título para destacar o tédio e a opressão do cotidiano urbano nos anos 1980. A música retrata um personagem preso a obrigações mecânicas: acorda cedo, trabalha sob vigilância do relógio de ponto, sustenta a família e termina o dia diante da televisão. O verso “O homem da TV lhe diz o que fazer, lhe diz do que gostar, lhe diz como viver” deixa clara a crítica à influência da mídia e à perda de autonomia individual, um tema frequente no punk brasileiro, especialmente no contexto do álbum "Pânico em SP".
A letra também mostra o desgaste físico e mental causado por essa rotina, como em “Sua cabeça dói, não consegue pensar / As quatro paredes a lhe massacrar”. O desejo de “ver o que acontece lá fora” revela a vontade de escapar desse ciclo, mas também o medo do desconhecido. O questionamento “Até quando ele vai aguentar?” serve de alerta sobre os limites da resistência humana diante da pressão social. Com um tom direto e cotidiano, a música se torna um retrato crítico do cansaço e da alienação dos trabalhadores urbanos, transformando "Rotina" em um manifesto contra a apatia e o conformismo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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