
Adeus Pantanal
Itamar Assumpção
Crítica ambiental e cultural em “Adeus Pantanal” de Itamar Assumpção
Em “Adeus Pantanal”, Itamar Assumpção utiliza a ironia para destacar a decepção de visitar o Pantanal e não encontrar a fauna típica da região. O verso repetido “vi quase nada” evidencia o contraste entre a expectativa de ver animais como bem-te-vi, jaboti, onça-pintada e jacaré, e a realidade de um ambiente esvaziado. Essa enumeração simples, quase infantil, reforça o absurdo da situação: um dos biomas mais ricos do mundo se apresenta vazio, resultado da ação humana e da degradação ambiental.
Lançada em 1988, a música já alertava para a perda da biodiversidade no Pantanal, tema que se tornou ainda mais urgente após as queimadas de 2020. A regravação da canção por outros artistas nesse contexto reforçou seu papel como protesto e alerta ambiental. Além dos animais, Itamar cita seres míticos como o saci e figuras da cultura local, como a índia guarani, ampliando o lamento para uma dimensão cultural e simbólica. Dessa forma, “Adeus Pantanal” vai além da denúncia ecológica, abordando também a perda de identidade e memória coletiva, convidando o ouvinte a refletir sobre o que está desaparecendo diante dos nossos olhos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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