
Formigueiro
Ivan Lins
Metáforas políticas e crítica social em “Formigueiro”
Em “Formigueiro”, Ivan Lins e Vitor Martins usam a figura do tamanduá como símbolo dos governantes durante a ditadura militar, criando uma metáfora inteligente para retratar a relação entre o poder e o povo brasileiro. O tamanduá, predador natural do formigueiro, representa a ameaça constante dos governantes autoritários, enquanto o formigueiro simboliza a população. Ao alertar sobre a chegada do predador, a música denuncia, de forma irônica e bem-humorada, a exploração e o medo vividos sob o regime.
A escolha da palavra “ofício” no verso “e hoje em dia está difícil de acabar com esse ofício” é uma estratégia para driblar a censura, mas também reforça a ideia de que a corrupção e o abuso de poder se tornaram práticas comuns e difíceis de eliminar. A letra critica abertamente o comportamento dos poderosos, como em “tão com grana e pouca pressa” e “nego mama e se arruma, se vicia e se acostuma”, apontando para o vício dos políticos em privilégios enquanto o povo sofre. O trecho “tanto furo, tanto rombo não se tapa com biombo” mostra que os problemas e escândalos não podem mais ser escondidos, pois “tá todo mundo vendo”. Assim, “Formigueiro” utiliza metáforas e ironia para criticar a classe política e a repressão, incentivando o povo a se manter atento e consciente diante das ameaças do poder.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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