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All My Life (feat. Lil Durk)

J. Cole

Resistência e mudança em “All My Life (feat. Lil Durk)”

O coro infantil transforma um relato de trauma em promessa de futuro: repetir “All my life, they been tryna keep me down” (minha vida toda, tentaram me manter por baixo) na voz de crianças dá rosto coletivo e esperançoso à resistência. A colaboração, planejada por dois anos e lançada por Lil Durk no álbum Almost Healed, mira impacto social; a produção de Dr. Luke com o coro reforça a ideia de cuidar da próxima geração. O refrão funciona como mantra de resiliência — “They couldn’t break me” (eles não conseguiram me quebrar) — enquanto os versos detalham como esse peso se instala. Durk relembra brutalidade policial e racismo sistêmico: “’member when cops harassed” (lembra quando os policiais assediavam) / “boy, you ain’t… but a bitch with a badge” (garoto, você não é... nada além de um babaca com um distintivo) e a pressão da mídia: “the media called me a menace” (a mídia me chamou de ameaça). Ele contrapõe origem e mudança: “I come from the trenches” (eu vim da quebrada) vira ação comunitária — “I done sat with the mayor and politicians, I’m tryna change the image” (já sentei com o prefeito e políticos, tô tentando mudar a imagem) — e cuidado com saúde mental e drogas: “I know some kids wanna hurt theyself… Stop tryna take drugs, I refer to myself” (eu sei que tem crianças que querem se machucar... parem de tentar usar drogas, estou falando de mim também). Há barreiras do sistema na economia e justiça: “stimulus… came in the clutch” (o auxílio... chegou na hora H) e a burocracia para recomeçar — “I know a felon who tryna get FOID” (eu conheço um condenado tentando conseguir a FOID), documento de porte de arma em Illinois. Ao se afirmar “The Voice” (A Voz), Durk assume responsabilidade pelos seus.

J. Cole amplia o comentário social ao mesclar ambição e alerta. Ele usa metáforas de fuga e criminalização — “Young Jordan Peele, gotta get out” (jovem Jordan Peele, tenho que dar o fora; alusão ao filme Corra!) e “cheat code like I’m facin’ a RICO” (código de trapaça como se eu enfrentasse uma acusação RICO) — e o duplo sentido de “hit” (sucesso/assassinato), apontando como a fama convive com mortes precoces no rap. Critica a exploração midiática: “If you ain’t never posted a rapper when he was alive, you can’t post about him after he get hit” (se você nunca postou um rapper quando ele estava vivo, não pode postar sobre ele depois que ele é morto) e aposta na longevidade com dignidade: “the only thing that kill ’em is old age” (a única coisa que os mata é a velhice). No conjunto, a faixa assume compromisso público de mudança pessoal com efeito na comunidade — mensagem que rendeu reconhecimento amplo, incluindo o Grammy de Melhor Performance de Rap Melódico.

Composição: Lil Durk / J. Cole / Dr. Luke / Rocco Did It Again! / Ryan OG / LunchMoney Lewis / Theron Thomas. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Clara e traduzida por Clara. Viu algum erro? Envie uma revisão.



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