
Dr. Boticário
Jackson do Pandeiro
Humor e crítica à medicina moderna em “Dr. Boticário”
Em “Dr. Boticário”, Jackson do Pandeiro usa o humor para abordar a passagem do tempo e a troca dos saberes populares pelos avanços da medicina moderna. Logo no início, ele cita remédios naturais como “catuaba e vassourinha de botão, raiz de fedegoso e semente de jerimum”, elementos típicos das práticas tradicionais do interior nordestino. Essas referências mostram o valor que as pessoas davam aos boticários e à simplicidade dos tratamentos caseiros.
O contraste aparece quando o personagem da música procura um médico e recebe prescrições modernas, como “penicilina”, “estreptomicina” e “terramicina”. Jackson destaca, assim, a complexidade e a impessoalidade dos tratamentos atuais, em comparação com o contato próximo e a confiança nos remédios populares. O tom leve da canção se mantém até o final, quando o artista brinca: “Eu me afobei, tomei uma cachaçolina”. Ao criar esse remédio fictício, misturando “cachaça” com o sufixo dos antibióticos, ele sugere que, diante de tanta complicação, o alívio pode estar em algo simples e conhecido. A música faz uma crítica sutil à medicalização excessiva, ao mesmo tempo em que valoriza a criatividade e a sabedoria do povo nordestino, trazendo nostalgia e leveza ao falar das mudanças nos costumes e na relação com a saúde.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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