
O Retirante
Jackson do Pandeiro
Esperança e resistência em "O Retirante" de Jackson do Pandeiro
"O Retirante", de Jackson do Pandeiro, retrata de forma clara e sensível a experiência dos migrantes nordestinos que deixam sua terra por causa da seca e da pobreza. A música destaca a relação direta entre a chuva e a possibilidade de retorno ao lar, como no verso: “Mas agora choveu lá pra riba / E eu volto cantando e dançando baião”. Aqui, a chuva representa não só a fertilidade da terra, mas também a recuperação da dignidade e da alegria, pois é ela que permite ao retirante sonhar com o reencontro e a celebração em sua terra natal.
A letra mostra a dureza da partida, evidenciada em “Vim do mato, cansado e com fome / Retirante fugindo ao sertão”, e a esperança renovada no retorno, marcada pelo crescimento da família: “Levo agora mais dois que nasceram”. O desejo de festejar São João, com “milho, cachaça e canjica”, reforça a importância das tradições e da coletividade, mostrando que a felicidade está ligada tanto à fartura quanto à celebração cultural. A repetição do "baião" ao longo da música valoriza o ritmo regional e simboliza a resistência e a identidade do povo nordestino, temas centrais na obra e na trajetória de Jackson do Pandeiro, que conhecia de perto essa realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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