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Le Moribond

Jacques Brel

Despedida irônica e celebração em “Le Moribond” de Jacques Brel

“Le Moribond”, de Jacques Brel, se destaca pela forma como mistura despedida, ressentimento e humor ácido. O personagem principal, à beira da morte, se despede de amigos, do padre e da esposa, mas não deixa de expor ironias e mágoas. Um dos momentos mais marcantes é quando ele se dirige a Antoine, suposto amante de sua esposa, dizendo: “Car vu que tu étais son amant / Je sais que tu prendras soin de ma femme” (Já que você era o amante dela / Sei que vai cuidar da minha esposa). Brel transforma o adeus em um acerto de contas, usando a proximidade da morte para revelar verdades incômodas, mas sem perder o tom quase festivo.

Lançada em 1961, a canção reflete o estilo de Brel, que combina melancolia e celebração da vida. O personagem reconhece as diferenças e afinidades com cada pessoa a quem se despede, mas sempre retorna ao desejo de que sua partida seja leve. O pedido recorrente – “Je veux qu'on rie, je veux qu'on danse” (Quero que riam, quero que dancem) – desafia a expectativa de luto, sugerindo que a morte pode ser encarada com leveza e até irreverência. No fim, “Le Moribond” propõe uma reflexão sobre a finitude, a hipocrisia das relações e a importância de viver intensamente, sem perder a capacidade de rir diante do inevitável.

Composição: Jacques Brel. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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