
La mort
Jacques Brel
A morte como presença íntima em “La mort” de Jacques Brel
Em “La mort”, Jacques Brel cria uma atmosfera solene ao associar a melodia da canção ao canto gregoriano “Dies irae”, tradicionalmente ligado à ideia de julgamento e fim. Essa escolha musical já prepara o ouvinte para o tema central: a morte como uma presença constante e inevitável. Brel vai além do simples lamento, personificando a morte em figuras como uma “velha solteirona”, uma “princesa” e até a bruxa Carabosse. Cada uma dessas imagens representa diferentes aspectos da passagem do tempo e da perda, tornando a morte multifacetada: ora melancólica, ora irônica, ora próxima demais.
A letra mostra a morte como algo cotidiano e íntimo, presente “sob o travesseiro” ou “nas mãos claras” de alguém querido, sugerindo que ela se manifesta tanto em pequenos esquecimentos quanto nos grandes rituais de despedida. O refrão “Mais qu’y a-t-il derrière la porte... Au devant de la porte il y a toi” (“Mas o que há atrás da porta... Diante da porta, há você”) traz uma ambiguidade: a morte pode ser tanto um anjo quanto um demônio, mas, acima de tudo, é uma figura pessoal, às vezes confundida com alguém amado. O uso repetido da expressão “pour mieux... le temps qui passe” (“para melhor... o tempo que passa”) reforça a ideia de que a morte é a guardiã do tempo, aquela que colhe, chora, ri, gela, fecha, prega e faz florescer o tempo que passa. Assim, Brel propõe uma reflexão sensível sobre a finitude, mostrando que a morte não é apenas um fim, mas parte inseparável da experiência de viver.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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