
Por Um Abraço
Jairo Lambari Fernandes
Cotidiano e saudade no campo em “Por Um Abraço”
“Por Um Abraço”, de Jairo Lambari Fernandes, retrata com sensibilidade o cotidiano do campo gaúcho para expressar sentimentos de saudade, esperança e afeto. Elementos tradicionais, como o mate e o rancho, são usados para ilustrar a intimidade e o desejo de partilha. O verso “Quem me dera, esse mate, em outra tarde / Tomar um e alcançar outro pra alguém” mostra como o simples ato de dividir um mate representa o carinho e a ausência de quem está longe.
A música também destaca a passagem do tempo e a espera como partes inevitáveis da vida rural. O cavalo gateado, que “não sabe o que é saudade”, simboliza as limitações físicas e naturais que dificultam o reencontro, enquanto o narrador sente a distância aumentar suas emoções e lembranças. Versos como “Só depois que desencilho, o dia acalma / Nas quietudes costumeiras da querência” mostram que, ao final do trabalho, a saudade se intensifica. O temporal e o cavalo que “por cismado, não cruzou o vau da estrada” funcionam como metáforas para os obstáculos da vida, adiando o tão esperado reencontro. No fim, a esperança persiste na expectativa de que “o tempo soberano das esperas” permita transformar a ausência em um abraço, reforçando o tom nostálgico e o vínculo com a cultura do Rio Grande do Sul.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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