
Paraiso Das Hienas
Jessé
Crítica social e sobrevivência em "Paraiso Das Hienas"
"Paraiso Das Hienas", de Jessé, faz uma crítica direta à desigualdade social e à ineficácia das soluções tradicionais, como a fé e a piedade, diante das necessidades básicas de sobrevivência. O verso “Oração não voga quando não há vaga” mostra que, para quem está excluído e sem oportunidades, rezar ou esperar por milagres não resolve os problemas concretos do dia a dia. A repetição de frases como “Novena não paga ao homem da venda” reforça a distância entre as necessidades urgentes e as respostas oferecidas pela religião ou pela compaixão dos outros.
A escolha do termo “hienas” para se referir às pessoas marginalizadas, especialmente as “morenas” e as “da Silva”, traz uma ironia amarga. As hienas, conhecidas por sobreviver em ambientes hostis, simbolizam as classes populares brasileiras, que precisam lutar diariamente por espaço e dignidade. O contexto dos anos 1980, marcado por crise econômica e aumento da pobreza, aparece no verso “Pois desse lado do muro / O jogo é tão duro, meu pai”. Ao pedir bênçãos para essas “hienas”, a música denuncia a indiferença social e sugere que apenas piedade não basta para mudar a realidade de quem vive à margem. O tom crítico e realista da letra, junto à interpretação intensa de Jessé, faz da canção um retrato fiel das dificuldades enfrentadas por grande parte da população brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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