exibições de letras 199.883

Crítica ambiental e perda de raízes em “Padre” de Joan Manuel Serrat

Em “Padre”, Joan Manuel Serrat faz uma crítica direta ao impacto negativo do avanço industrial e tecnológico sobre a natureza. A expressão “monstruos de carne con gusanos de hierro” (monstros de carne com vermes de ferro) representa tanto as máquinas quanto as pessoas envolvidas na destruição ambiental. Serrat lamenta a transformação do ambiente ao citar o rio que “ya no canta” (já não canta) e o bosque “que no hay árboles” (em que não há árvores), mostrando a perda dos recursos naturais e a ruptura de um modo de vida tradicional, baseado no respeito e na dependência direta da natureza.

O diálogo constante com o pai ao longo da música reforça o tom de apelo e busca por orientação diante de um futuro incerto. O verso “mañana del cielo lloverá sangre” (amanhã do céu choverá sangue) intensifica o sentimento de catástrofe iminente, sugerindo consequências graves e irreversíveis da destruição ambiental. Lançada em 1973, a canção antecipa debates ecológicos que só se tornariam centrais décadas depois, evidenciando a visão à frente de seu tempo de Serrat. Além do alerta ambiental, “Padre” também pode ser interpretada como uma metáfora para a perda de valores e raízes diante do progresso desenfreado, mantendo-se atual em tempos de crise ecológica e social.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Joan Manuel Serrat e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção