
Cria Enjeitada
João Chagas Leite
Tradição e crítica social em "Cria Enjeitada" de João Chagas Leite
A música "Cria Enjeitada", de João Chagas Leite, aborda de forma clara o impacto negativo do progresso sobre as tradições e o modo de vida do campo gaúcho. O título, que significa "filho rejeitado", serve como metáfora para a cultura rural, que acaba sendo deixada de lado diante da modernização e da influência estrangeira. Isso fica evidente no trecho: “Cria enjeitada do progresso que importamos / Batendo palmas a ganâncias estrangeiras”, onde o artista critica a troca dos valores locais por interesses econômicos externos.
A letra traz um tom nostálgico ao relembrar elementos como “grandes matarias”, “águas puras” e “sangas sossegadas”, símbolos da vida simples e em harmonia com a natureza. O contraste entre o passado e o presente aparece na oposição entre a tranquilidade do campo e a “pressa” da vida moderna, que o compositor define como “receita louca que inventamos pra morrer”. Expressões como “matando a vida que esta doida pra viver” reforçam a crítica ao ritmo acelerado e artificial da sociedade atual, que prejudica tanto o meio ambiente quanto o bem-estar das pessoas. Assim, "Cria Enjeitada" não só lamenta a perda das tradições, mas também faz um alerta sobre as consequências dessa ruptura, defendendo a importância de preservar os valores e práticas que mantêm a conexão entre o homem e a terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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