
Madrugador
João Chagas Leite
A relação homem-natureza no amanhecer de “Madrugador”
A música “Madrugador”, de João Chagas Leite, retrata o amanhecer no pampa gaúcho como um momento de conexão íntima entre o homem e a natureza. No verso “A pampa menina despida espreguiça / Suaves primícias de nudez tão crua”, o artista usa uma metáfora para mostrar a paisagem do sul do Brasil como algo puro e recém-desperto, acessível a quem valoriza a simplicidade do campo e acorda cedo. Esse olhar sensível para o cotidiano rural é uma marca da obra de Chagas Leite, que reforça a importância da relação com a terra e os costumes locais, como a referência ao chimarrão no trecho “amargo de erva-guria”, símbolo da cultura gaúcha.
A letra também aborda a passagem do tempo, mostrando como o encanto do amanhecer se desfaz com o início das tarefas diárias. O trecho “Já se foi a aurora, é chegado o dia / Já roncou a cuia, foi-se a fantasia / Lá se foram sonhos de um madrugador” indica que a magia das primeiras horas da manhã é breve, sendo substituída pela rotina. A expressão “roncou a cuia” liga o ritual do mate ao fim desse momento especial, enquanto “sonhos de um madrugador” sugere que a verdadeira recompensa de acordar cedo está em vivenciar esse instante de paz antes que o dia comece de fato. Assim, “Madrugador” valoriza a beleza discreta do amanhecer e a ligação profunda com a terra, transmitindo sentimentos de tranquilidade e nostalgia típicos da música nativista gaúcha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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