Quê Quê Rê Quê
João da Baiana
Riqueza ancestral e resistência em "Quê Quê Rê Quê"
Em "Quê Quê Rê Quê", João da Baiana destaca a importância das diferentes matrizes africanas presentes nas religiões afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda. Logo no início, ao mencionar as "linhas" de Angola, Nagô e Gexá, o artista valoriza a diversidade de origens dos cultos afro-brasileiros e reforça o papel fundamental da ancestralidade e da resistência cultural negra no Brasil. Termos como "macumba", "Ogum" e "Xangô" conectam diretamente a música ao universo dos terreiros, onde música, dança e espiritualidade caminham juntas.
O refrão repetido "Chora na macumba ô ganga" funciona como um lamento ritualístico, expressando tanto a dor quanto a força coletiva das comunidades afrodescendentes. "Ganga", palavra de origem banto, pode se referir a um líder espiritual ou pessoa respeitada nas tradições africanas, reforçando o respeito às lideranças e à sabedoria ancestral. Trechos como "Eu sou filha de Ogum" e "Eu sou neto de Xangô" demonstram orgulho da herança religiosa e familiar. Além disso, o uso de palavras de origem africana, como "mucamba" (escrava doméstica) e "cambida" (companheira, amiga), remete à vivência e à solidariedade entre os membros dessas comunidades. Ao ser incluída na coletânea "Native Brazilian Music" em 1940, a música ganhou projeção internacional, tornando-se símbolo da riqueza e profundidade das tradições afro-brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de João da Baiana e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: