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Guacho de Manada

João Luiz Corrêa

Letra

    Nasci meio por engano
    No meio de uma manada
    A minha mãe me pariu
    Voltando de uma tropeada
    Sou crioulo desta terra
    Me criei como peão
    Com poucos anos de idade
    Já montava em redomão.

    Sou do sul do meu país
    Com a graça do patrão
    Me criei cravando espora
    No couro de redomão
    Meu vício é gaita e cantiga
    E um fandango de galpão
    Meu vício é gaita e cantiga
    E um fandango de galpão.

    E assim eu fui crescendo
    Domando potro cuiudo
    Arrastando o chinaredo
    Prá os pelego cabeludo
    Neste jeitão teatino
    Num estilo bem campeiro
    Sou a seiva do meu povo
    Na herança do tropeiro.

    Sou do sul do meu país
    Com a graça do patrão
    Me criei cravando espora
    No couro de redomão
    Meu vício é gaita e cantiga
    E um fandango de galpão
    Meu vício é gaita e cantiga
    E um fandango de galpão.

    Quando findar o meu tempo
    Arrebentando o meu sovéu
    Vou me ajustar de guasqueiro
    Na estância grande do céu
    Sigo trançando o meu laço
    Com perícia e inteligência
    E se são pedro descuidar
    Juro eu volto a gauderiar
    Nos pagos da minha querência.

    Sou do sul do meu país
    Com a graça do patrão
    Me criei cravando espora
    No couro de redomão
    Meu vício é gaita e cantiga
    E um fandango de galpão
    Meu vício é gaita e cantiga
    E um fandango de galpão.

    Composição: IVACIR SOARES / João Luiz Corrêa. Essa informação está errada? Nos avise.

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