
Meu Reino Encantado
João Paulo e Daniel
Memórias e saudade no sertão em “Meu Reino Encantado”
“Meu Reino Encantado”, de João Paulo e Daniel, utiliza a metáfora do reino encantado para retratar a infância vivida no campo, destacando tanto a idealização desse período quanto a dor pela perda de um modo de vida simples e familiar. A gravação da música por Daniel, em homenagem ao sonho compartilhado com João Paulo e ao lado do próprio pai, reforça o tom afetivo e memorialista da canção. Cada referência à casa, ao pomar e ao carro de boi ganha um significado especial, conectando experiências pessoais e coletivas.
A letra descreve com detalhes as rotinas e elementos do sítio, como o “forno de lenha”, o “pomar onde as aves cantavam” e o “carro de boi conservado”, criando um retrato nostálgico da vida rural. A venda da propriedade e a mudança para a cidade grande, temas centrais da música, refletem uma realidade comum a muitos brasileiros, marcada pela saudade e pelo sentimento de desenraizamento. O verso “A lavoura virou colonião / E acabou-se o meu reino encantado” resume a transformação irreversível do espaço e do tempo, enquanto a “figueira acenando pra mim” e o “velho carro de boi” simbolizam a força da memória, mesmo diante das mudanças. Assim, a canção se torna um tributo à tradição sertaneja, à família e à saudade de um tempo que sobrevive apenas na lembrança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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