
Boleadeiras
Joca Martins
Tradição e imaginação rural em “Boleadeiras” de Joca Martins
Em “Boleadeiras”, Joca Martins transforma um instrumento típico do cotidiano rural gaúcho em um símbolo de conexão entre a cultura campeira e o universo. A música faz uma associação criativa entre o ato de lançar as boleadeiras e a formação das Três Marias, um asterismo da constelação de Órion. Ao dizer “Atirei as boleadeiras / Contra a noite que surgia / Noite a dentro entre as estrelas / Se tornaram três Marias”, a letra sugere que gestos simples do dia a dia podem ganhar significado universal, elevando elementos do campo ao status de lenda ou mito.
A canção também destaca imagens marcantes do ambiente rural, como a lua refletida nas esporas e o chapéu de aba quebrada, reforçando a identidade do homem do campo e sua ligação com a natureza. O verso “Se uso o vintia na testa / É para ver o mundo mais claro” indica uma busca por autenticidade e clareza, enquanto a ausência do cinturão com guaiaca e o laço desatado remetem à liberdade e ao pertencimento ao universo campeiro. Assim, “Boleadeiras” valoriza a simplicidade e a riqueza simbólica da vida rural, mostrando como objetos e tradições podem inspirar histórias que atravessam gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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