
A Porteira do Tempo
Joca Martins
Reflexão sobre memórias e escolhas em “A Porteira do Tempo”
Em “A Porteira do Tempo”, Joca Martins utiliza a imagem da porteira para simbolizar a passagem do tempo e a relação do homem com suas memórias e experiências no campo. A porteira, elemento típico do interior gaúcho, representa não só o cotidiano rural, mas também os limites impostos pelo tempo e pelas escolhas da vida. O verso “a porteira do tempo, só dá cruzada pra um lado” reforça a ideia de que, uma vez que certas decisões são tomadas ou etapas são vividas, não há como voltar atrás, destacando a irreversibilidade do tempo.
A letra traz um tom sereno e reflexivo, abordando sentimentos como saudade, solidão e aceitação das mudanças. Trechos como “onde se invernam saudades, dessas que a gente constrói” e “um coração, ferido a ponta de sabre, que se curou por solito, mas não cuidou sentimentos” mostram a dor silenciosa de quem carrega lembranças e cicatrizes do passado. O contexto nativista e a tradição gaúcha, presentes na obra de Joca Martins, reforçam a ligação entre o homem, a terra e o tempo. A porteira também aparece como um limite emocional, já que “só dá o limite pra o dono”, sugerindo que cada pessoa é responsável por lidar com suas próprias memórias e perdas. Assim, a canção se conecta a outras obras regionais que usam a porteira como símbolo de transição e reflexão, tornando-se um retrato sensível da vida no campo e da inevitabilidade do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Joca Martins e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: