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Um Causo Pra o Que Pretende Partir

Joca Martins

Letra

    Quando os galos amanheceram
    Seu corpo de touro, de moço e de fera
    Trazia o olhar dos que partem
    Em tudo via um jeito de tapera

    A asa negra de um carancho rondou seu olhar
    Se via pelo frio, pela sombra e distância
    Os olhos amanheceram antes do corpo
    Sonhara com coisas além da estância

    Vendeu ponta de gados, as garras, o mouro
    Tudo a engordar quimeras
    Partiu pensando somente bastar-lhe
    O braço de moço, de touro e de fera

    Quando a fome cinchou os dias
    Da criatura, moço e fera
    Já não encontrou a estampa de touro
    Está ficou junto ao posto tapera

    Então, o braço de moço e fera
    Minguado de suor, serventia e pão
    Pedindo perdão aos seus
    Se fez de moço, de fera e ladrão

    Caiu-lhe a armada da lei
    Com sua textura de teia de aranha
    Aos grandes, o laço se rompe
    É aos pequenos que ela apanha

    Quando a milícia veio estaquear os laços
    A criatura, a fera, o condenado
    Lhe regressaram aos olhos de moço
    Uma fúria de touro acuado

    A asa negra de um carancho rondou seu olhar
    E em tudo via um jeito de tapera
    Trazia os olhos de quem pressente o abate
    Fareja sangue de touro, de moço e de fera

    Composição: Joca Martins / Mauricio Raupp Martins. Essa informação está errada? Nos avise.

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