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Cosas Que Pasan

José Larralde

Solidão e reconhecimento em "Cosas Que Pasan" de José Larralde

Em "Cosas Que Pasan", José Larralde retrata a solidão e a falta de reconhecimento enfrentadas por trabalhadores rurais. A cena em que o narrador deixa a fazenda, descrita em “Nadie salió a despedirme / Cuando me fui de la estancia / Solamente el ovejero, un perro / Cosas que pasan” (Ninguém veio se despedir de mim / Quando fui embora da fazenda / Só o cão pastor, um cachorro / Coisas que acontecem), destaca a indiferença dos colegas e da família do patrão, mesmo após anos de dedicação. O único a acompanhá-lo é o cão pastor, símbolo de lealdade verdadeira, em contraste com a frieza das relações humanas.

A letra também aborda a ruptura provocada pela troca de gerações: o novo patrão, filho do antigo, ignora o valor do trabalhador e esquece “mil cosas buenas / Por una que salió mala” (mil coisas boas / Por uma que saiu errada). Larralde, conhecido por sua ligação com a vida rural e sua crítica às injustiças sociais, usa esse episódio para mostrar como laços e tradições podem ser facilmente rompidos por pequenas desavenças ou pela insensibilidade dos mais jovens. O tom direto e melancólico da canção reforça a sensação de resignação diante das mudanças inevitáveis no campo, transformando a despedida silenciosa em um retrato amargo da passagem do tempo e da solidão.

Composição: Don Víctor Abel Jiménez. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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