
Purgatório
Kant
Infância difícil e busca por redenção em “Purgatório”
A música “Purgatório”, de Kant, expõe de forma direta o impacto de uma infância marcada pela ausência materna e pela responsabilidade precoce. No verso “Com quatro era responsável por casa / Comida e me arrumar pra escola”, o artista revela como precisou amadurecer cedo, assumindo tarefas de adulto ainda criança. O título “Purgatório” reforça a sensação de estar preso em um estado de sofrimento e transição, onde Kant busca se entender e superar traumas do passado. A vergonha de não ter a mãe presente e o desejo de se encaixar, como no pedido para fingir ser filho de “dona Irani”, mostram a solidão e o sentimento de inadequação que acompanham sua trajetória.
Kant também fala sobre o uso de drogas e a alienação como formas de lidar com a dor e o julgamento social, como em “Com o uso de droga, que droga? / Não veem que eu uso, fim do poço pra fazer dólar”. Ele mistura referências culturais, como 2Pac e Cartman, para mostrar sua identidade fragmentada e o conflito entre querer aceitação e manter a rebeldia. O verso “Eu não sou um anjo, eu não me vejo em uma estatueta” destaca a recusa em se encaixar em padrões idealizados, enquanto as menções ao “anjo caído” e ao “conflito entre o bem e o mal” resumem sua luta interna. Assim, a música funciona como um desabafo sobre a busca por sentido em meio ao caos, usando imagens fortes para traduzir emoções profundas e contraditórias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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