Tardezinha
Kiko Goulart
Cotidiano e relações rurais em "Tardezinha" de Kiko Goulart
"Tardezinha", de Kiko Goulart, retrata com riqueza de detalhes o cotidiano de uma estância gaúcha ao entardecer, usando expressões regionais como "peiteira", "xerga" e "pingo" para reforçar a ambientação e a conexão com a cultura do campo. A música valoriza não só o trabalho rural, mas também os pequenos rituais e relações que marcam o fim do dia, como o assobio do capataz chegando ao galpão e a conversa descontraída entre os peões. Esses elementos evidenciam a importância da convivência e da oralidade no ambiente rural, mostrando como o entardecer é um momento de encontro e partilha.
A letra apresenta personagens típicos, como o peão mensal, que enfrenta dificuldades com o gado, e o domero, orgulhoso de seus cavalos. Situações cotidianas, como o peão contrariado com a vaca recém-parida ou as conversas sobre problemas do dia, aparecem em frases como “Faltou, no rodeio, um touro!” e “Cortou a pata o Bragado!”, criando uma atmosfera realista e de pertencimento. O trecho em que alguém se afasta discretamente para encontrar a "chinoca da cozinha" traz um toque de intimidade, mostrando que, além do trabalho, há espaço para desejos e encontros pessoais. Assim, "Tardezinha" constrói um retrato sensível e fiel da vida no campo, valorizando tanto os desafios quanto os momentos de lazer e afeto que fazem parte da rotina rural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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