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    Humor e crítica política regional em “Trova” de Kleiton e Kledir

    A música “Trova”, de Kleiton e Kledir, transforma o tradicional duelo verbal gaúcho em uma sátira cheia de provocações e expressões regionais, como em “eu não sou de perder trova pra gaúcho bunda mole”. O tom leve e bem-humorado domina a letra, com os personagens trocando insultos e brincadeiras típicas das trovas, como desafiar a masculinidade e a reputação do outro usando termos como “terneiro-mamão” e “chamou de Odete”, o que reforça o espírito irreverente da cultura gaúcha.

    Além do humor, a canção faz referência ao contexto político brasileiro durante a abertura democrática. Nos versos “daqui a pouco se ofendemo de filho da ditadura, o home pode invocar e fecha a tal da abertura”, a letra sugere que, apesar do clima descontraído, existiam limites impostos pela censura e pelo medo de represálias, refletindo a tensão do período. O uso de linguagem considerada grosseira e as alusões políticas ajudam a explicar por que a música enfrentou censura na época. Assim, “Trova” celebra o improviso e a irreverência gaúcha, ao mesmo tempo em que faz um comentário sutil sobre os riscos de ultrapassar certos limites em tempos de transição política.

    Composição: Kledir Ramil / Kleiton Ramil. Essa informação está errada? Nos avise.

    O significado desta letra foi gerado automaticamente.

    Enviada por Guilherme. Revisões por 4 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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