
Marcha do Paredão
Linda Batista
Crítica social e ironia em "Marcha do Paredão" de Linda Batista
"Marcha do Paredão", interpretada por Linda Batista, utiliza a estrutura leve e satírica da marchinha carnavalesca para abordar temas sérios, como os fuzilamentos políticos em Cuba após a Revolução Cubana. O refrão “Em Cuba, Cuba, Cuba/Andou na contra-mão/Vai descansar no paredão” faz referência direta ao destino dos opositores do regime, executados no chamado "paredón". O tom quase festivo com que a palavra "paredão" é repetida reforça a ironia da música, que critica o absurdo da violência política ao tratá-la como se fosse motivo de celebração.
No segundo trecho, a crítica se volta para o Brasil dos anos 1960. Versos como “Aqui ninguém é dono de ninguém/Barbado, só camarão/Quem roubar um trem/Suicidar alguém/Tem cem anos de perdão/E um contratinho na televisão!” ironizam a impunidade e o sensacionalismo midiático em torno do crime. A expressão “Barbado, só camarão” brinca com o linguajar popular, mantendo o tom debochado. Dessa forma, a música faz um comentário social afiado, usando o contexto internacional para refletir sobre a repressão política e a hipocrisia presentes também na sociedade brasileira, mostrando como temas graves podem ser tratados com sarcasmo para provocar reflexão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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