
Fraude
Língua de Trapo
Crítica à hipocrisia social em "Fraude" da Língua de Trapo
Em "Fraude", a banda Língua de Trapo utiliza ironia e autodepreciação para expor a hipocrisia e a falta de autenticidade nas relações sociais. O narrador começa se chamando de "imbecil" e "idiota", mas rapidamente direciona sua crítica para o comportamento alheio, especialmente daqueles que reclamam sem agir ou apenas fingem se engajar. Essa abordagem reflete o humor ácido característico da Vanguarda Paulista, movimento do qual a banda faz parte, e evidencia o uso do sarcasmo para denunciar atitudes superficiais e modismos vazios.
A letra destaca a conformidade social ao chamar as pessoas de "robôs fabricados, programados, esquematizados", sugerindo que muitos seguem tendências sem pensar, apenas para se encaixar. A ironia sobre as mudanças de moda nos cabelos ao longo das décadas serve para criticar a busca incessante por novidades superficiais, enquanto o narrador valoriza mais a "cabeça" — ou seja, o pensamento crítico — do que a aparência. As referências a Walter Franco e Belchior, artistas conhecidos por suas letras profundas, reforçam o desejo de autenticidade e reflexão, em oposição à alienação e repetição de padrões. O título "Fraude" resume essa crítica, mostrando que, apesar das mudanças externas, "nós ainda somos os mesmos e vivemos como o Belchior", presos a velhos comportamentos e à falta de transformação real.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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