
Samba Enredo da TRP
Língua de Trapo
Crítica à nostalgia autoritária em “Samba Enredo da TRP”
Em “Samba Enredo da TRP”, o grupo Língua de Trapo utiliza o formato tradicional do samba-enredo para fazer uma crítica ácida ao autoritarismo e à exaltação de figuras conservadoras. A escolha de transformar um gênero musical associado à celebração popular em palco para caricaturas de personagens autoritários já revela a intenção satírica da música. O personagem fictício “Pinus Zorreira Zorrileira” é apresentado como um herói da “linha-dura” e da “ditadura”, mas a descrição exagerada — como o fato de ler “Mein Kampf” no banheiro — deixa claro o tom de deboche e a crítica ao culto de personalidades autoritárias e à reverência a ideologias extremistas.
A letra mistura fatos históricos e ficção de forma propositalmente absurda, como na referência ao tribunal de Nuremberg, onde Pinus teria defendido Mussolini. Isso reforça a denúncia contra tentativas de reabilitar figuras e ideias fascistas. O uso do termo “Anauê” no refrão, saudação típica do integralismo brasileiro, e a menção a Lefebvre como mentor conservador, ampliam a crítica ao reacionarismo e à nostalgia de regimes autoritários. Ao afirmar “hoje sou fascista na avenida, minha escola é a mais querida dos reaça nacional”, a música ironiza o orgulho de setores conservadores em se exibir publicamente. Assim, Língua de Trapo desmonta a retórica autoritária ao expor seus absurdos e contradições, usando o samba-enredo como ferramenta de paródia e denúncia social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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