
Porteira a Fora
Lisandro Amaral
Tradição e identidade gaúcha em “Porteira a Fora”
“Porteira a Fora”, de Lisandro Amaral, retrata com riqueza de detalhes o cotidiano dos campeiros durante a primavera na fronteira sul do Brasil. A música vai além de exaltar a vida no campo, mostrando como tarefas árduas, como a marcação do gado, se transformam em rituais de pertencimento e orgulho coletivo. Isso fica claro nos versos: “É tempo de marcação / Serviço que é tradição / Nestes pagos da fronteira” e “Me fiz homen nesse tempo / De aperta, marca, assinala”, que destacam a importância dessas atividades para a identidade local.
A canção foi composta por artistas profundamente ligados à cultura gaúcha, o que se reflete nas imagens precisas da letra. Elementos como a “cavalhada pelechando”, os “cordeiros retoçando” e o “cardeal canta no alto das taquareiras” não apenas descrevem o ambiente natural, mas também reforçam a atmosfera de trabalho e convivência. A menção a personagens reais, como Silvino Bololó, Mano Vaz, Borbinha e seu Venâncio, fortalece o senso de comunidade e continuidade das tradições. Pequenos rituais do cotidiano, como “canha e pitanga são remédios numa guampa” e “mate acompanha a fala”, também são valorizados, mostrando a transmissão de saberes e valores entre gerações. Ao destacar o aprendizado prático e a formação de caráter, “Porteira a Fora” se consolida como um retrato fiel e afetivo da vida rural gaúcha, celebrando a força, a união e o orgulho de suas raízes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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