
Contrariedades
Lisandro Amaral
Solidão e memória no campo em “Contrariedades” de Lisandro Amaral
Em “Contrariedades”, Lisandro Amaral retrata a solidão e o abandono do campo gaúcho, usando imagens marcantes como o “palanque testemunhando amargura”. Esse símbolo reforça a ideia de um passado que se apaga, representando a memória e a história rural deixadas para trás. Elementos regionais, como o “quero-quero” e a “sanga da várzea do salso”, aproximam a canção do universo do sul do Brasil, destacando a perda das tradições e da identidade cultural diante da modernização e do êxodo rural.
A letra constrói um clima de melancolia ao mostrar campos vazios, a ausência de gado e a decadência de estruturas como o “posto do umbu”, agora reduzido a uma “tapera nas lonjuras”. Esses detalhes evidenciam a transformação do espaço rural e a sensação de desolação causada pelo afastamento das raízes. No trecho “Como ter vida serena / Se não há alma e memória / Pra que ter pilas e glórias / Se o mundo anda avesso”, Amaral critica a busca por conquistas materiais em detrimento da preservação da memória e da essência do campo. A música questiona o sentido das mudanças impostas pelo tempo e pelas escolhas humanas, transmitindo um sentimento de desconexão do homem com a terra e consigo mesmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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