Las Torres
Los Nosequien Y Los Nosecuantos
Crítica social e ironia política em “Las Torres”
Em “Las Torres”, Los Nosequien Y Los Nosecuantos utilizam a melodia infantil de “Un elefante se balanceaba” para criar uma sátira mordaz sobre a situação política e social do Peru nos anos 1990. Ao transformar figuras como Alan García, Abimael Guzmán e Agustín Mantilla em personagens que se balançam sobre uma “torre derrubada”, a banda ironiza a convivência cotidiana com o caos, a corrupção e a violência. A “torre derrubada” faz referência direta aos ataques do grupo Sendero Luminoso, que explodia torres de energia elétrica, deixando cidades no escuro e simbolizando a instabilidade do país. Ao incluir políticos, policiais e religiosos na brincadeira, a música sugere que todos, de alguma forma, contribuem para o colapso social e moral.
O sarcasmo se intensifica quando a letra afirma que, por “cinco Lucas”, seria possível comprar desde um deputado até um cardeal, escancarando a percepção de corrupção em todos os níveis. A menção aos policiais vendendo rifas na esquina de Larco mostra como a desonestidade está presente até nas situações mais cotidianas. O refrão final, “Nadie fue a llamar a un electricista” (Ninguém foi chamar um eletricista), reforça a ironia: apesar do caos e da participação de todos, ninguém se preocupa em resolver o problema real, preferindo manter o ciclo de corrupção e ineficácia. Assim, “Las Torres” usa o humor ácido para denunciar a desesperança e o absurdo da vida política peruana daquele período.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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