
Walk On The Wild Side
Lou Reed
Retrato da diversidade e liberdade em “Walk On The Wild Side”
Em “Walk On The Wild Side”, Lou Reed apresenta um retrato direto e sem julgamentos da cena underground de Nova York nos anos 1970, destacando personagens reais ligados ao círculo de Andy Warhol. O diferencial da música está na forma natural com que Reed aborda temas considerados tabus na época, como identidade de gênero, prostituição e uso de drogas, sem recorrer a moralismos. Um exemplo marcante é quando ele narra a transição de Holly Woodlawn: “Shaved her legs and then he was a she” (Depilou as pernas e então ele virou ela), trazendo à tona a vivência trans de Holly, algo raro na música popular daquele período.
Cada estrofe apresenta um personagem com sua própria trajetória de sobrevivência e transgressão: Candy Darling, que “nunca perdeu a cabeça, mesmo quando estava fazendo sexo oral” (“giving head”), Little Joe, que sobrevive através da prostituição masculina, Sugar Plum Fairy em busca de “soul food” (comida da alma) e Jackie Curtis, cuja autodestruição é sugerida pelo uso de Valium. O refrão “Take a walk on the wild side” (Dê uma volta pelo lado selvagem) funciona como convite e alerta, celebrando a coragem de viver à margem e experimentar o proibido. O coro das “colored girls” (“doo do doo do doo”) reforça a diversidade e a mistura cultural da Nova York retratada, trazendo leveza a temas pesados. Assim, a música se torna um símbolo de liberdade e autenticidade, mostrando que o “lado selvagem” é onde esses personagens encontram pertencimento e expressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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