
Funeral da Coxilha
Luiz Marenco
A visão serena da morte em “Funeral da Coxilha” de Luiz Marenco
“Funeral da Coxilha”, de Luiz Marenco, apresenta uma visão tranquila e natural da morte, especialmente no contexto do pampa gaúcho. A palavra “coxilha” faz referência às colinas típicas da região, reforçando a ligação entre o homem e a terra. Na canção, a morte não é tratada como ruptura ou tristeza, mas como um retorno sereno ao solo, parte do ciclo natural da vida no campo. A letra descreve o corpo repousando “no funeral da coxilha”, com a terra servindo de “catre de quem retorna”, mostrando que o falecido se reintegra ao ambiente que sempre fez parte de sua existência.
A música valoriza a continuidade e a harmonia da vida rural, sugerindo que a partida é, na verdade, uma chegada a outro estágio: “Não há fim quando a partida / Vai se tornando chegada”. Elementos da natureza, como a perdiz, a coruja, a teia da aranha e as flores da maçanilha, participam desse ritual, simbolizando transformação e permanência. O trecho “o campo todo recebe / Corpo e alma em funeral / Se tornará cinza e sal / Fundida com terra e água” reforça a ideia de fusão com o ambiente, onde a morte representa renovação. No contexto da cultura gaúcha, a canção mostra que morrer no campo é parte da sabedoria do ciclo natural, celebrando a dignidade de quem vive e morre em comunhão com a terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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