
Décima Das Pelagens
Luiz Marenco
Tradição e identidade gaúcha em “Décima Das Pelagens”
Em “Décima Das Pelagens”, Luiz Marenco destaca a importância do cavalo na cultura gaúcha, usando a repetição do verso “Talvez, só tu se escapasse no lombo d'um Colorado” para simbolizar a resiliência das tradições do Rio Grande do Sul. O cavalo colorado, nesse contexto, representa a força e a continuidade do povo gaúcho diante das adversidades. A música vai além de uma simples homenagem aos cavalos: ao listar diversas pelagens — como lobuno, mouro, rosilho, douradilho, tostado, gateado, tordilho, zaino, sebruno, azulego, baio ruano, oveiro chita, alazão, pangaré e picaço — Marenco constrói um inventário afetivo que reforça o orgulho regional e a diversidade do universo campeiro.
A letra utiliza uma linguagem próxima do cotidiano rural, mostrando que cada tipo de cavalo está ligado a situações específicas da vida no campo, como em “sou um conde de baralho no lombo d'um douradilho” ou “o tordilho pra o rio cheio”. O cavalo aparece como parceiro inseparável do gaúcho, seja no trabalho, nas aventuras ou até nas conquistas amorosas, como em “Enche de China bonita em cada rancho onde chego”. A escolha da estrutura em décima, tradicional na poesia gaúcha, reforça o respeito às raízes culturais. O tom nostálgico e celebratório da canção evidencia o orgulho de pertencer ao universo rural do Rio Grande do Sul, onde a relação com o cavalo é central para a identidade e a continuidade das tradições gaúchas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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