
Ro-que-se-da-ne
Lulu Santos
Crítica social e ironia em "Ro-que-se-da-ne" de Lulu Santos
Em "Ro-que-se-da-ne", Lulu Santos utiliza uma ironia direta para expor os excessos e hipocrisias do meio artístico e social do Rio de Janeiro nos anos 1980. A repetição da frase "fuma, bebe e cheira" evidencia comportamentos autodestrutivos e hedonistas, comuns na época, mas raramente abordados de forma tão explícita na música popular. A letra destaca que, por trás das aparências de sucesso e riqueza, como a da "garota bacana de Copacabana" ou do "diretor de gravadora", predominam relações superficiais, marcadas por interesses passageiros e falta de compromisso. O verso "Fuma e quer pegar no meu pau" escancara o abuso de poder e a sexualização nos bastidores da indústria musical, além de expressar a frustração diante de promessas vazias e relações de interesse.
O contexto de censura enfrentado pela música reforça seu tom provocativo e contestador. Ao abordar abertamente temas como uso de drogas e comportamentos considerados "impróprios", Lulu Santos desafia os limites impostos pela moral conservadora e pelo controle estatal sobre a arte, ainda presentes no Brasil pós-ditadura. A repetição do refrão e o desfecho irônico – "Então tá... Te telefono mais tarde..." – acentuam a desilusão e o sarcasmo, mostrando que tudo termina em promessas vazias e relações descartáveis. Assim, a música serve como um retrato crítico e bem-humorado de uma geração marcada pelo excesso e superficialidade, além de ser um ato de resistência artística frente à repressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Lulu Santos e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: