
Feed us your girls
Lydia the Bard
Crítica à cultura do estupro em “Feed us your girls”
“Feed us your girls”, de Lydia the Bard, usa a metáfora do conto da Chapeuzinho Vermelho para denunciar como a sociedade transfere a responsabilidade da violência sexual para as vítimas, especialmente mulheres e meninas. Logo no início, versos como “A young girl or a pretty meal / The line is just so fine” (“Uma menina ou uma refeição bonita / A linha é tão tênue”) mostram a desumanização das vítimas, comparando-as a refeições prontas para serem consumidas. A repetição de “Feed us your girls” (“Alimente-nos com suas meninas”) reforça a ideia de que a sociedade entrega suas mulheres aos “lobos”, ou seja, aos predadores sexuais, normalizando e justificando seus atos com frases como “Boys will be boys, wolves will be wolves” (“Meninos serão meninos, lobos serão lobos”).
A música critica abertamente a culpabilização da vítima e a cultura que trata mulheres como descartáveis. Isso aparece em versos como “People whisper 'it's her fault / With a red so very bright'” (“As pessoas sussurram 'a culpa é dela / Com um vermelho tão chamativo'”), onde a cor da roupa é usada como justificativa para a violência, e em “A silly girl / A common whore / Someone cover up that sight” (“Uma garota tola / Uma prostituta comum / Alguém cubra essa visão”), que expõe o julgamento e a vergonha impostos à vítima. Lydia the Bard também denuncia a ineficácia das precauções ensinadas às mulheres: “But Little Red she knew those woods / Each tree and every stone / Doesn't matter either way / When there's a wolf inside your Home” (“Mas Chapeuzinho conhecia aquela floresta / Cada árvore e cada pedra / Não importa de qualquer forma / Quando há um lobo dentro da sua casa”), mostrando que o perigo pode estar dentro de casa e que o problema real é o comportamento dos agressores, não das vítimas.
Ao afirmar “Little Red was not a meal / A little girl is not a tease / A cloak is not an invitation for what's underneath” (“Chapeuzinho não era uma refeição / Uma menina não é uma provocação / Uma capa não é um convite para o que está por baixo”), a artista rejeita explicitamente as justificativas para a violência sexual. O refrão, repetido de forma quase ritualística, ironiza a naturalização da violência e a passividade social diante do problema. Assim, a música constrói uma crítica contundente à cultura do estupro, à objetificação feminina e à perpetuação de narrativas que protegem agressores enquanto silenciam e culpam as vítimas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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