
Rio Uruguai
Mano Lima
Relação de identidade e ancestralidade em “Rio Uruguai”
A música “Rio Uruguai”, de Mano Lima, explora a profunda ligação entre o narrador e o rio, que vai além da paisagem e se transforma em símbolo de identidade e ancestralidade. No verso “O Uruguai é meu padrinho, pois nele fui batizado”, o rio não é apenas um cenário, mas parte essencial da formação do sujeito, funcionando como elo entre gerações e tradição familiar. Mano Lima, conhecido por valorizar a cultura missioneira e o linguajar gaúcho, reforça essa conexão ao usar expressões regionais e referências à vida ribeirinha e à família, como em “Minha mãe uma xirua... Meu pai um velho chibeiro... Nasci num catre de balsa”.
A letra traz imagens marcantes para expressar respeito e admiração pelo rio, como “A água é sangue da terra” e “regra de sangue e de vida”, destacando o papel vital do Uruguai para a região. O orgulho pelo lugar de origem aparece em frases como “sou taura na geografia” e “quem dos seus não puxa a raça não passa de um desgraçado”, mostrando que a identidade local é motivo de honra. No final, o rio é visto como fonte de cura e proteção: “Venho lavar as feridas nas barrancas do Uruguai... a quem sempre peço a benção como se fosse meu pai”. Assim, o Rio Uruguai se apresenta como guardião espiritual e emocional para quem vive às suas margens.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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