
Bufo de Gaita
Mano Lima
Resistência e humor gaúcho em “Bufo de Gaita” de Mano Lima
Em “Bufo de Gaita”, Mano Lima transforma a limitação do instrumento em motivo de orgulho e celebração. O termo “bufar” — normalmente associado ao som defeituoso de uma gaita danificada — é ressignificado na música como símbolo de resistência e alegria. A letra destaca o músico que, mesmo com a gaita furada e desafinada, mantém o baile animado, mostrando o espírito resiliente e bem-humorado do gaúcho do interior.
A expressão “bufar” ganha um duplo sentido: além do barulho estranho do instrumento, representa a persistência do músico em continuar tocando apesar das dificuldades. O verso “Então se vou soltar calando nem que vá bufando inté o dia clariá” reforça essa disposição de não deixar a festa acabar, mesmo que o instrumento não esteja perfeito. O uso de termos regionais como “canhãnha”, “caborteira” e “queixuda” reforça a identidade cultural gaúcha, aproximando o ouvinte da realidade simples e divertida dos bailes do interior. No fundo, Mano Lima valoriza a capacidade de rir das próprias dificuldades e de colocar a alegria da festa acima da busca pela perfeição técnica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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