
O Boiadeiro e o Berrante
Marcos Violeiro e Cleiton Torres
Tradição e saudade em “O Boiadeiro e o Berrante”
A música “O Boiadeiro e o Berrante”, de Marcos Violeiro e Cleiton Torres, retrata a perda de uma tradição ligada à vida no campo, usando o berrante como símbolo central. O instrumento, descrito como “todo coberto de pó”, representa não apenas o abandono de um objeto, mas também o fim de um modo de vida. A letra mostra a dor do boiadeiro diante do desaparecimento de sua profissão, causada pelo avanço das “modernas rodovias” e pelo transporte de gado em caminhões. O berrante, antes essencial para conduzir as boiadas, agora está “pendurado na parede do porão”, evocando a memória de um tempo em que o trabalho era feito manualmente e o contato com a terra era constante.
O trecho “não tem poeira, não tem grito de peão, não se ouve no sertão um berrante em surdina” destaca como o progresso trouxe eficiência, mas também silenciou tradições e apagou sons que faziam parte da cultura caipira. Esse sentimento de perda e identidade abalada é recorrente na obra da dupla, que frequentemente aborda a transformação do campo e a saudade das raízes rurais. Ao final, o boiadeiro se reconhece como “um velho peão estradeiro, sem cavalo e sem boiada”, mostrando que a boiadeira era mais do que uma profissão: era parte fundamental de sua identidade. O berrante, agora “como um troféu polvilhado de poeira das estradas”, simboliza uma era que ficou para trás, mas que permanece viva na memória de quem a viveu.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Marcos Violeiro e Cleiton Torres e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: