
Cheque Sem Fundo
Marcos Violeiro e Cleiton Torres
Humor caipira, banca do além em “Cheque Sem Fundo”
Em “Cheque Sem Fundo”, Marcos Violeiro e Cleiton Torres usam humor caipira para juntar finança e o além. O enredo é direto: um pai avarento pede aos três filhos que seja enterrado com dinheiro, como diz “Quando a morte vier me buscar / Um tanto em dinheiro vocês vão me dar”. Quando morre, dois filhos vendem boi e colocam “um milhão” cada nas mãos do defunto. O terceiro, tido como “nó cego”, “passa a unha na grana dos dois” (gíria de surrupiar) e troca as notas por um cheque: “Meu cheque é de três milhões e pouco... eu pego de troco”, justificando prudência para “não atrair ladrão”.
A volta do golpe sustenta a moral da história. À noite, o morto aparece: “No inferno abri uma poupança / Passe o dinheiro... o diabo não quis o seu cheque sem fundo”. A graça vem da imagem de “poupança” no inferno e do “cheque sem fundo” como carimbo moral: esperteza pode enganar os vivos, mas não passa na agência do capeta. Ao bater ganância do pai com malandragem do filho, a moda rende riso com susto e afirma uma ética simples, típica do cancioneiro caipira. Não à toa, a canção foi elogiada por Inezita Barroso no Viola Minha Viola e virou destaque do álbum Show de Bola, reforçando como a narrativa, as expressões e as rimas constroem uma história redonda, que cobra a conta de quem tenta burlar o combinado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Marcos Violeiro e Cleiton Torres e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: