
Esotérico
Maria Bethânia
Mistério e aceitação nas relações em “Esotérico”
A música “Esotérico”, interpretada por Maria Bethânia e composta por Gilberto Gil, aborda o mistério como um elemento constante nas relações humanas. Gil deixa claro que o enigma não pertence apenas a uma pessoa específica, mas está presente em todos os vínculos e experiências. Isso fica evidente na repetição do verso “Mistério sempre há de pintar por aí”, que sugere que, por mais que se tente compreender o outro ou a si mesmo, sempre haverá algo que escapa à razão e permanece inexplicável.
A letra também questiona a ideia de intensidade única no amor, ao afirmar: “Pessoas até muito mais vão lhe amar / Até muito mais difíceis que eu pra você”. Com isso, Gilberto Gil destaca que ninguém é insubstituível e que as possibilidades afetivas são múltiplas. O verso “Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais” amplia o tema do mistério para o campo espiritual, mostrando que a incompreensão faz parte tanto das relações quanto da existência. O tom irônico e resignado de “Nem ficar tão apaixonada, que nada / Que não sabe nadar / Que morre afogada por mim” alerta para os riscos de se entregar cegamente ao sentimento, já que o mistério do outro nunca será totalmente revelado. Assim, “Esotérico” celebra o enigma como parte essencial do amor e da vida, defendendo a aceitação do que não se pode controlar ou entender completamente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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