
O Mar
Maria Bethânia
Conexão espiritual e ancestralidade em “O Mar” de Maria Bethânia
A música “O Mar”, interpretada por Maria Bethânia, explora a profunda relação da artista com o mar, elemento que atravessa sua vida pessoal, espiritualidade e obra. O verso “O mar quando quebra na Praia é bonito, é bonito” vai além da simples descrição de uma paisagem, transmitindo uma admiração serena e quase reverente pela força e beleza do oceano. Esse olhar é reforçado pelo contexto da devoção de Bethânia a Iemanjá, divindade das águas no candomblé, e pelo fascínio declarado da cantora por sereias, figuras que simbolizam mistério e ligação com o sagrado.
A letra também destaca a importância das origens ao mencionar “onde eu nasci passa um rio que passa num igual sem fim”. Aqui, o rio representa as raízes e a identidade de Bethânia, funcionando como metáfora para a continuidade da vida e das memórias. Quando a canção diz que “o rio passava dentro de mim”, evidencia-se a presença constante dessas lembranças e da terra natal na trajetória da artista. O desejo de que “o tempo nada pudesse mudar” e que “o rio não desaguasse no mar” revela uma vontade de preservar a essência do passado, mesmo diante das mudanças inevitáveis. Assim, “O Mar” une elementos naturais, espiritualidade e memória, mostrando como o mar, o rio e a terra natal se entrelaçam na construção da identidade e da sensibilidade de Maria Bethânia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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