
Santa Bárbara
Maria Bethânia
Sincretismo e devoção em “Santa Bárbara” de Maria Bethânia
A música “Santa Bárbara”, interpretada por Maria Bethânia, destaca o sincretismo religioso baiano ao unir a figura da santa católica à orixá Iansã, do candomblé. Essa fusão é central na canção e reflete a tradição afro-brasileira presente na Bahia e na própria trajetória de Bethânia. O verso “Luz que alumia esse povo bom da Bahia” evidencia a proteção espiritual coletiva, enquanto “nos livre das tempestades desse mundo, dos raios dessa vida nos proteja” amplia o sentido de proteção, conectando as adversidades do cotidiano ao domínio de Iansã sobre os fenômenos naturais.
A referência ao dia 4 de dezembro, data dedicada a Santa Bárbara, transforma a música em um hino de celebração e renovação espiritual: “Tudo é festa, tudo é paz, o amor se refaz em sua glória”. Esse trecho reforça o papel da santa como fonte de esperança e renovação, especialmente nas festas populares baianas. A súplica “E a seus pés peço misericórdia e graça, agora e sempre para seus fiéis” revela a devoção pessoal e coletiva, conectando a tradição religiosa à experiência íntima de Bethânia, que participa ativamente de rituais em homenagem à santa. Por fim, a imagem de Santa Bárbara “que paira sobre as sombras e serena resplandece em cada um que faz o bem” sintetiza a ideia de uma força espiritual que inspira bondade e serenidade, reafirmando a esperança diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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